Postada por: Altilene Soares
01 de dezembro de 2008 às 00:10
Por Karin Sato - InfoMo
Carlos Cruz, coach e conferencista em Desenvolvimento Humano e diretor da UP Treinamentos e Consultoria, explica que o executivo americano Jack Welch, que, enquanto CEO da General Eletric, inovou com seu estilo inusitado de liderar, tornando-se admirado por todo o mundo, classificava seus funcionários de acordo com três perfis profissionais."Dentro de uma equipe, existem diferenças e os profissionais podem representar águias, macacos ou ratos, independentemente do nível hierárquico", afirma Cruz.Os três perfisConfira as características dos três perfis, de acordo com o coach:
Águia: representa 20% do quadro de funcionários. É o profissional com alta performance, independente e visionário, cuja atuação no dia-a-dia se dá de forma estratégica, mesmo quando não ocupa um cargo de chefia. Ele gosta de desafios e, ao enfrentá-los, costuma dar tiros certeiros. Também tem iniciativa e é adaptável. Como apresenta bons resultados, faz a diferença na empresa. A esse tipo de profissional, o líder deve fazer elogios e dar atenção às suas idéias, procurando estimulá-lo. É importante também dar a ele diversas opções, envolvendo-o na tomada de decisões, se quiser retê-lo;
Rato: geralmente, é o perfil de 10% das pessoas da empresa. É conhecido como puxa-saco, sendo também especialista em causar intrigas e falar do trabalho alheio. E o pior: na frente dos colegas agem de uma forma, mas, por trás, se transformam em outra pessoa. Apresenta resultados medíocres ou ruins. Pode ser considerado uma laranja podre, porque tumultua a equipe;
Macaco: trata-se da massa crítica de todas as empresas, representando 70% dos funcionários. Assim como esse animal é na natureza, ele é um ótimo imitador. O problema é que ele pode imitar tanto a águia quanto o rato, pois costuma ter um modelo a seguir, que pode ser o chefe ou um colega. Estamos falando do profissional que até tem potencial para ser águia, mas que ainda não é, porque precisa de orientação o tempo todo. A ele, o líder sempre deve explicar o que precisa ser feito e qual caminho seguir.
Estamos sempre mudando.
É importante frisar: as pessoas não são águias ou macacos, permanentemente. Elas se transformam ao longo de suas carreiras e dependendo do lugar onde trabalham, de acordo com Cruz."Às vezes, o rato é um profissional com perfil águia, mas que está na empresa errada, por exemplo, em uma organização que estimula a competitividade entre os funcionários. Muitas pessoas se sentem frustradas e incomodadas com determinadas posições da empresa, mas, no lugar de tomar a atitude de mudar de emprego, passam a falar mal do chefe ou dos colegas", explica ele.Outra observação: nem todos os profissionais em cargos de liderança são águias. Existem muitos chefes macacos, com o perfil mais operacional e voltado à execução de tarefas, e até mesmo ratos, que atuam de forma destrutiva, jogando um funcionário contra o outro, fazendo joguinhos e manipulando as pessoas.Graças ao chefe rato, a equipe tem pouca motivação, o que ocasiona uma alta rotatividade de funcionários e, conseqüentemente, a perda de tempo e dinheiro por parte da empresa. Os chefes águias, por sua vez, são os verdadeiros líderes, pois sabem estimular a equipe.
Como líder pode identificar os perfis
De acordo com o coach, é possível, para o líder, identificar os diferentes perfis profissionais por meio de um sistema de gestão de desempenho objetivo e claro, com metas definidas. O que não pode, segundo ele, é ser parcial na hora de julgar o trabalho dos funcionários e os resultados obtidos por eles, misturando a opinião pessoal com a profissional. Para que a avaliação seja útil, deve ser justa e isenta.Ele lembra que toda empresa precisa de funcionários macacos para funcionar, no dia-a-dia, mas são as águias que fazem a empresa crescer, porque são pessoas que gostam de mudanças e focadas em resultados. "É importante que cada um reflita sobre que tipo de profissional deseja ser para sua empresa. Se quer fazer a diferença, ser um estrategista, ou um imitador. Quem tem o perfil rato, por sua vez, deve tomar a iniciativa para mudar", finaliza o coach.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Nova lei dos call centers vale a partir de hoje, entenda
Postado por: Altilene Soares
Da Redação UOL Tecnologia
A partir desta segunda-feira (01), empresas que oferecem serviços públicos regulados por agências federais terão de se adequar às novas regras para os Serviços de Atendimento ao Consumidor (SAC).Conheça as principais mudanças nas regras de SAC Elas obrigam as empresas a atenderem os consumidores em até um minuto e facilitarem o cancelamento de serviços mais rapidamente. Além disso, a lei estabelece que as prestadoras de serviço não podem solicitar ao cliente que eles repitam a sua demanda aos atendentes, o que irá evitar aborrecimentos.
AS REGRAS SÃO PARA
Bancos
Cartões de crédito e outros serviços financeiros
Transporte aéreo
Empresas de telefonia móvel e fixa
Operadoras de TV por assinatura
Planos de saúde
Transportes terrestres
Companhias de água e energia
Fonte: DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor)
A decisão foi resultado do decreto nº 6.523, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 31 de julho. A comissão de orientação do decreto é composta pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), pelo Procon e por entidades civis de defesa do consumidor. As empresas do setor de telefonia fixa e móvel, líder do ranking de reclamações do Procon, transporte aéreo e terrestre e TV por assinatura devem seguir a nova lei. Não são obrigadas a atender às novas exigências as companhias que estão submetidas a leis estaduais, como os setores de água e gás; ou não estão sujeitas a nenhuma agência reguladora, como varejo, indústria de roupas e alimentos, além de cartões de crédito oferecidos por lojas de departamento."Provedores de Internet, por exemplo, não estão submetidos à lei, porque esse é um serviço de valor adicionado e, como tal, não é regulado pela Anatel [agência federal de telefonia]", explica Marcos Diegues, assessor jurídico do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). Ele acredita que, com as novas regras, as reclamações vão diminuir muito.Se as regras forem desrespeitadas, o consumidor deverá registrar reclamações na própria empresa, primeiramente, e, se isso não for suficiente, ele deve se dirigir a órgãos oficiais de defesa do consumidor, como Anatel e Procons.
REGRAS NÃO VALEM PARA
Gás (regulado pelo Estado)
Água (regulado pelo Estado)
Cartões que não estão ligados a entidades financeiras
Provedor de Internet
Fabricantes de roupas e alimentos
Concessionárias de veículos
Supermercados
Materiais de construção
Lojas de varejo
As empresas que descumprirem as normas estarão sujeitas a multas que podem ir de R$ 200 a R$ 3 milhões, conforme a gravidade do caso. "Uma infração grave é, normalmente, relacionada a alguma figura penal; não fazer um recall, por exemplo, é grave porque é crime. Infrações leves estão relacionadas mais à falta de informações, desde que elas não causem danos ao patrimônio, à saúde ou à segurança do consumidor", explica Ricardo Morishita, diretor do DPDC.Segundo ele, o governo deverá divulgar nesta segunda-feira, durante coletiva com o ministro da Justiça Tarso Genro, como as operadoras de serviço serão fiscalizadas.Na última terça-feira (25), o Procon-SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) informou que as empresas do setor de telefonia móvel, TV por assinatura e cartão de crédito do Estado ainda não estavam plenamente adaptadas (índice de 70% de conformidade em relação às novas regras).Em relação ao assunto, a ABT (Associação Brasileira de Telesserviços) diz apenas, por meio de comunicado, que "as empresas estão caminhando para a devida adequação". Por meio de sua assessoria de imprensa, o órgão informou que ainda havia muitas dúvidas sobre as regras que não foram esclarecidas pelo governo.
sábado, 29 de novembro de 2008
Pela 6ª vez, Bolsa é o pior investimento do mês; ouro lidera ganhos em novembro.
28/11/2008 - 20h10. UOL Economia.
Info Money.
Por Altilene Soares.
SÃO PAULO - Apesar da disparada na última semana do mês, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paullista) acumulou no período baixa de 1,77%. Assim, a aplicação em renda variável garantiu o posto de pior alternativa de investimento pelo sexto mês consecutivo.Na outra ponta, o ouro foi o melhor investimento do mês: o grama da commodity negociada na BM&F Bovespa fechou a sexta-feira (28) valendo R$ 57,80, com valorização mensal de 13,33% (veja tabela no fim do texto).Estas duas informações - investimento mais conservador com expressiva valorização, resultado, entre outros fatores, da maior procura, contra renda variável mais uma vez na lanterna entre o desempenho das principais alternativas de aplicação - sozinhas já mostram que, embora o clima pessimista que tomou conta dos mercados globais desde a intensificação da crise financeira tenha dado certa trégua, a palavra de ordem ainda é cautela e poucos se arriscam a posicionamentos de maior risco.Mais da criseTomando por base a intensificação da crise financeira em meados de setembro, que teve como marco a segunda-feira de concordata do Lehman Brothers e venda da Merrill Lynch ao Bank of America, pode-se dizer que, no geral, novembro apresentou uma trégua no clima amplamente pessimista instaurado desde então nos mercados em todo o mundo.Mas longe de estarmos perto de uma normalização. O mercado de crédito ainda carrega o estresse, assim como o preço dos ativos. Sem contar que, a cada dado econômico divulgado, fica claro o impacto da crise de crédito no lado real das principais economias mundiais.Ao longo do penúltimo mês de 2008, sucederam-se ao redor do globo pacotes bilionários de estímulo econômico, atuações do FMI (Fundo Monetário Internacional), amplas ações de política monetária e as evidências de quanto a falta de liquidez penalizou o lado corporativo. Isso sem contar da ampla gama de indicadores que mostraram fraqueza do consumo e retração de importantes economias como EUA, Reino Unido, Japão, Alemanha e zona do euro.O badalado plano de socorro às instituições financeiras de Wall Street de US$ 700 bilhões aprovado no início de outubro nos EUA mudou de foco: o Tesouro desistiu da aquisição dos "ativos podres" detidos por estas firmas e focará em participação. Um dos beneficiados foi o Citigroup, que teve injeção de US$ 20 bilhões e garantias de US$ 306 bilhões pela FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation). Outra gigante que contou com a ajuda governamental foi, mais uma vez, a seguradora AIG. Enquanto isso, em Detroit, as montadoras General Motors, Ford e Chrysler ajustavam seu controle de custos à espera de também garantirem fatia dos recursos do TARP (Trouble Asset Relief Program), afundadas em dificuldade de levantar caixa e ameaçadas de falência.Agradaram as nomeações de Obama para a equipe econômica de seu governo, que terá início em janeiro do ano que vem. Indo de encontro às expectativas do mercado, Timothy Geithner sucederá Henry Paulson na secretaria do Tesouro. Lawrence Summers será chefe do conselho econômico nacional, Peter Orszag terá a diretoria da pasta do orçamento e Paul Vocker liderará o comitê criado para controlar a crise financeira.Também ganhou destaque neste mês de novembro os encontros do G-20 - grupo composto pelos países desenvolvidos e pelos principais emergentes - que muito discutiram, mas pouco agiram efetivamente em prol de medidas contra a crise financeira. Que nas contas do Fórum Econômico Mundial, já gerou perdas de US$ 5 trilhões.Por aqui, o Banco Central continuou a intervir ativamente no câmbio, via leilões de dólares à vista e contratos de swap cambial, e no crédito, com mudanças no compulsório. Grande repercussão foi dada ao fato de a Petrobras (PETR3; PETR4), alegando "necessidades momentâneas" de caixa, tomar linha de crédito de US$ 2 bilhões junto à Caixa Econômica Federal.Gafisa e Nossa Caixa nos extremos do IbovespaCom um grande passo à concretização de sua venda ao Banco do Brasil (BBAS3), as ações ordinárias da Nossa Caixa (BNCA3) lideraram disparado as maiores altas do Índice Bovespa. A variação em novembro foi positiva em nada menos que 96,59%, com os papéis fechando o período a R$ 63,50. O banco de controle público federal acertou a compra da Nossa Caixa por R$ 5,386 bilhões. Também exerceu influência a divulgação do resultado relativo ao terceiro trimestre, com melhora na rentabilidade e lucro líquido de R$ 69,8 milhões.Na outra ponta, a maior perda dentre os 66 papéis que fazem parte da carteira teórica do Ibovespa foi a ação da Gafisa (GFSA3): desvalorização de 42,6% no mês. Nas quatro semanas do mês, em três este ativo foi o de pior desempenho. Além da repercussão do resultado financeiro do terceiro trimestre, também nortearam os negócios reduções de estimativas de analistas e perspectiva de desaquecimento de setor imobiliário por conta do menor acesso ao crédito. Dólar sobe 7,41% e fecha novembro a R$ 2,32Instabilidade não se restringiu à renda variável, também esteve amplamente presente no câmbio. Mas se em outubro o dólar, reflexo do estresse e da aversão ao risco dos mercados, teve a colocação de melhor investimento, o ritmo de valorização perdeu força neste mês, resultado, além de um clima menos pessimista, da maciça intervenção do Banco Central.O dólar comercial acumulou em novembro valorização de 7,41%, valendo R$ 2,32. No ano, a apreciação é de 30,63%. Renda fixaOs CDBs pré-fixados de 30 dias apresentaram retorno de 1,09% em termos nominais, ou retorno de 0,71% em termos reais.Já o CDI apresentou ganhos de 0,95% no mês. A evolução, descontando a inflação, foi positiva em 0,57%.
* Deduzida a inflação pelo IGP-M que ficou em +0,38% em novembro** Deduzida a inflação pelo IGP-M que ficou em +0,98% em outubro*** Taxa Efetiva Andima**** Taxa pré 30 dias.
Info Money.
Por Altilene Soares.
SÃO PAULO - Apesar da disparada na última semana do mês, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paullista) acumulou no período baixa de 1,77%. Assim, a aplicação em renda variável garantiu o posto de pior alternativa de investimento pelo sexto mês consecutivo.Na outra ponta, o ouro foi o melhor investimento do mês: o grama da commodity negociada na BM&F Bovespa fechou a sexta-feira (28) valendo R$ 57,80, com valorização mensal de 13,33% (veja tabela no fim do texto).Estas duas informações - investimento mais conservador com expressiva valorização, resultado, entre outros fatores, da maior procura, contra renda variável mais uma vez na lanterna entre o desempenho das principais alternativas de aplicação - sozinhas já mostram que, embora o clima pessimista que tomou conta dos mercados globais desde a intensificação da crise financeira tenha dado certa trégua, a palavra de ordem ainda é cautela e poucos se arriscam a posicionamentos de maior risco.Mais da criseTomando por base a intensificação da crise financeira em meados de setembro, que teve como marco a segunda-feira de concordata do Lehman Brothers e venda da Merrill Lynch ao Bank of America, pode-se dizer que, no geral, novembro apresentou uma trégua no clima amplamente pessimista instaurado desde então nos mercados em todo o mundo.Mas longe de estarmos perto de uma normalização. O mercado de crédito ainda carrega o estresse, assim como o preço dos ativos. Sem contar que, a cada dado econômico divulgado, fica claro o impacto da crise de crédito no lado real das principais economias mundiais.Ao longo do penúltimo mês de 2008, sucederam-se ao redor do globo pacotes bilionários de estímulo econômico, atuações do FMI (Fundo Monetário Internacional), amplas ações de política monetária e as evidências de quanto a falta de liquidez penalizou o lado corporativo. Isso sem contar da ampla gama de indicadores que mostraram fraqueza do consumo e retração de importantes economias como EUA, Reino Unido, Japão, Alemanha e zona do euro.O badalado plano de socorro às instituições financeiras de Wall Street de US$ 700 bilhões aprovado no início de outubro nos EUA mudou de foco: o Tesouro desistiu da aquisição dos "ativos podres" detidos por estas firmas e focará em participação. Um dos beneficiados foi o Citigroup, que teve injeção de US$ 20 bilhões e garantias de US$ 306 bilhões pela FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation). Outra gigante que contou com a ajuda governamental foi, mais uma vez, a seguradora AIG. Enquanto isso, em Detroit, as montadoras General Motors, Ford e Chrysler ajustavam seu controle de custos à espera de também garantirem fatia dos recursos do TARP (Trouble Asset Relief Program), afundadas em dificuldade de levantar caixa e ameaçadas de falência.Agradaram as nomeações de Obama para a equipe econômica de seu governo, que terá início em janeiro do ano que vem. Indo de encontro às expectativas do mercado, Timothy Geithner sucederá Henry Paulson na secretaria do Tesouro. Lawrence Summers será chefe do conselho econômico nacional, Peter Orszag terá a diretoria da pasta do orçamento e Paul Vocker liderará o comitê criado para controlar a crise financeira.Também ganhou destaque neste mês de novembro os encontros do G-20 - grupo composto pelos países desenvolvidos e pelos principais emergentes - que muito discutiram, mas pouco agiram efetivamente em prol de medidas contra a crise financeira. Que nas contas do Fórum Econômico Mundial, já gerou perdas de US$ 5 trilhões.Por aqui, o Banco Central continuou a intervir ativamente no câmbio, via leilões de dólares à vista e contratos de swap cambial, e no crédito, com mudanças no compulsório. Grande repercussão foi dada ao fato de a Petrobras (PETR3; PETR4), alegando "necessidades momentâneas" de caixa, tomar linha de crédito de US$ 2 bilhões junto à Caixa Econômica Federal.Gafisa e Nossa Caixa nos extremos do IbovespaCom um grande passo à concretização de sua venda ao Banco do Brasil (BBAS3), as ações ordinárias da Nossa Caixa (BNCA3) lideraram disparado as maiores altas do Índice Bovespa. A variação em novembro foi positiva em nada menos que 96,59%, com os papéis fechando o período a R$ 63,50. O banco de controle público federal acertou a compra da Nossa Caixa por R$ 5,386 bilhões. Também exerceu influência a divulgação do resultado relativo ao terceiro trimestre, com melhora na rentabilidade e lucro líquido de R$ 69,8 milhões.Na outra ponta, a maior perda dentre os 66 papéis que fazem parte da carteira teórica do Ibovespa foi a ação da Gafisa (GFSA3): desvalorização de 42,6% no mês. Nas quatro semanas do mês, em três este ativo foi o de pior desempenho. Além da repercussão do resultado financeiro do terceiro trimestre, também nortearam os negócios reduções de estimativas de analistas e perspectiva de desaquecimento de setor imobiliário por conta do menor acesso ao crédito. Dólar sobe 7,41% e fecha novembro a R$ 2,32Instabilidade não se restringiu à renda variável, também esteve amplamente presente no câmbio. Mas se em outubro o dólar, reflexo do estresse e da aversão ao risco dos mercados, teve a colocação de melhor investimento, o ritmo de valorização perdeu força neste mês, resultado, além de um clima menos pessimista, da maciça intervenção do Banco Central.O dólar comercial acumulou em novembro valorização de 7,41%, valendo R$ 2,32. No ano, a apreciação é de 30,63%. Renda fixaOs CDBs pré-fixados de 30 dias apresentaram retorno de 1,09% em termos nominais, ou retorno de 0,71% em termos reais.Já o CDI apresentou ganhos de 0,95% no mês. A evolução, descontando a inflação, foi positiva em 0,57%.
* Deduzida a inflação pelo IGP-M que ficou em +0,38% em novembro** Deduzida a inflação pelo IGP-M que ficou em +0,98% em outubro*** Taxa Efetiva Andima**** Taxa pré 30 dias.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
São Paulo vai adiar cobrança de metade do ICMS para combater a crise.
28/11/2008 - 18h29. UOL Economia
Piero LocatelliDo UOL NotíciasEm Brasília.
Por Altilene Soares.
O governo de São Paulo vai adiar a cobrança da metade do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do mês de janeiro para fevereiro de 2009.O governador José Serra divulgou a informação nesta sexta-feira em Brasília, após reunião com o presidente Lula. O anúncio oficial deve ser feito na terça-feira.
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"Isso representa mais de R$ 2 bilhões que ficarão na economia por mais de um mês a partir das vendas de fim de ano. É uma medida para ativar a economia e para realmente manter o nível de emprego. No caso do nosso Estado, achamos que vai ajudar a manter a atividade econômica e o emprego, que é a coisa mais importante."O governador disse que também pretende adiar a cobrança do Simples, imposto para médias e pequenas empresas.Para que isso ocorra, segundo o governador, não há a mesma facilidade do caso do ICMS, onde cada Estado tem autonomia para mudar sua cobrança.Para o adiamento do Simples, será necessário o apoio da União, de Estados e municípios, que Serra acredita ser possível.Reforma tributáriaApós a reunião, José Serra ainda defendeu a reforma tributária, tema de sua reunião com Lula. Atualmente, a reforma encontra grande resistência pela maioria da bancada paulista no congresso."Não tem ninguém que defenda mais do que eu a reforma tributária. O que nós queremos com a reforma tributária? Um sistema mais simplificado, flexível, mais justo, mais eficiente, mais barato de arrecadar, que não traga aumentos brutos da carga tributária. No princípio, é muito fácil todo mundo estar de acordo. Na prática, às vezes são feitas coisas que ao invés de melhorarem, pioram. Isso às vezes é difícil evitar".O governador se referia às mudanças da proposta original do relator Sandro Mabel (PR-GO).Somente na madrugada em que a reforma foi aprovada pela comissão que a analisa, 125 destaques foram avaliados."É preciso levar tudo com muito cuidado. E também ver o detalhe, porque as vezes o diabo reside nos detalhes", disse ele ao responder sobre o adiamento da votação da reforma. O governo pretendia votar o projeto ainda neste ano.Ele classificou como "falsa questão" a resistência paulista à reforma por causa das novas regras do ICMS, que diminuiriam a arrecadação do Estado em R$ 16 bilhões.
"A minha preocupação não é regional, é uma preocupação nacional", afirmou Serra.
Piero LocatelliDo UOL NotíciasEm Brasília.
Por Altilene Soares.
O governo de São Paulo vai adiar a cobrança da metade do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do mês de janeiro para fevereiro de 2009.O governador José Serra divulgou a informação nesta sexta-feira em Brasília, após reunião com o presidente Lula. O anúncio oficial deve ser feito na terça-feira.
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"Isso representa mais de R$ 2 bilhões que ficarão na economia por mais de um mês a partir das vendas de fim de ano. É uma medida para ativar a economia e para realmente manter o nível de emprego. No caso do nosso Estado, achamos que vai ajudar a manter a atividade econômica e o emprego, que é a coisa mais importante."O governador disse que também pretende adiar a cobrança do Simples, imposto para médias e pequenas empresas.Para que isso ocorra, segundo o governador, não há a mesma facilidade do caso do ICMS, onde cada Estado tem autonomia para mudar sua cobrança.Para o adiamento do Simples, será necessário o apoio da União, de Estados e municípios, que Serra acredita ser possível.Reforma tributáriaApós a reunião, José Serra ainda defendeu a reforma tributária, tema de sua reunião com Lula. Atualmente, a reforma encontra grande resistência pela maioria da bancada paulista no congresso."Não tem ninguém que defenda mais do que eu a reforma tributária. O que nós queremos com a reforma tributária? Um sistema mais simplificado, flexível, mais justo, mais eficiente, mais barato de arrecadar, que não traga aumentos brutos da carga tributária. No princípio, é muito fácil todo mundo estar de acordo. Na prática, às vezes são feitas coisas que ao invés de melhorarem, pioram. Isso às vezes é difícil evitar".O governador se referia às mudanças da proposta original do relator Sandro Mabel (PR-GO).Somente na madrugada em que a reforma foi aprovada pela comissão que a analisa, 125 destaques foram avaliados."É preciso levar tudo com muito cuidado. E também ver o detalhe, porque as vezes o diabo reside nos detalhes", disse ele ao responder sobre o adiamento da votação da reforma. O governo pretendia votar o projeto ainda neste ano.Ele classificou como "falsa questão" a resistência paulista à reforma por causa das novas regras do ICMS, que diminuiriam a arrecadação do Estado em R$ 16 bilhões.
"A minha preocupação não é regional, é uma preocupação nacional", afirmou Serra.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Bovespa fecha em baixa de 0,7% e interrompe seqüência de três altas seguidas.
27/11/2008 - 18h33- UOL Economia
Por Altilene Soares.
Depois de oscilar ao longo do dia, o Ibovespa, indicador de referência da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou esta quinta-feira em baixa de 0,7%, a 36.212,65 pontos, interrompendo uma seqüência de três altas consecutivas.No mês, a perda acumulada é de 2,8%, e, no ano, de 43,32%.O dólar comercial inverteu o desempenho no final da sessão e encerrou em leve alta de 0,13%, a R$ 2,279 na venda. Na semana, a moeda norte-americana acumula queda de 7,4%, mas no ano, ainda tem alta de 28,25%.
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Na avaliação de analistas, o pregão desta quinta-feira esteve volátil e com poucos negócios por causa do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, dia em que as Bolsas não funcionam por lá.A Comissão Européia divulgou hoje que a confiança dos consumidores e dos empresários voltou a cair em novembro tanto na eurozona quanto na União Européia (UE), e atingiu o menor valor desde agosto de 1993, no caso da zona do euro, e desde 1985, no caso da União Européia. A Espanha anunciou um pacote de R$ 31 bilhões para tentar reduzir a taxa de desemprego e estimular a atividade econômica. Segundo o governo do país, os gastos, equivalentes a 1,1% do PIB, serão aplicados de forma "urgente" através, em grande parte, de investimentos públicos "de obra nova e execução imediata", a nível local e junto das autarquias.A taxa de desemprego voltou a recuar em novembro na Alemanha, apesar da crise financeira. O índice bruto de desocupação passou a 7,1%, contra 7,2% em outubro. No total, o país tem 2,988 milhões de desempregados.A fabricante de celulares Nokia não vai mais comercializar aparelhos no Japão porque sua participação de mercado na região permanece abaixo das expectativas."Avaliamos que não poderíamos continuar investimento no desenvolvimento de produtos apenas para o Japão em meio às difíceis condições econômicas atuais", declarou o vice-presidente da empresa, Timo Ihamuotila.Também no Japão, a montadora Mitsubishi Motors vai demitir 1.100 trabalhadores no país para adaptar a produção à queda da demanda mundial.E a Panasonic reduziu em 90% sua previsão de lucro líquido para o atual ano fiscal, por causa da valorização do iene e da queda do consumo. A companhia calcula que no ano fiscal de 2008, que termina em março de 2009, terá um lucro líquido de US$ 315 milhões, contra os US$ 3,258 bilhões que tinha previsto em abril.No Brasil, o Unibanco e a seguradora norte-americana AIG assinaram na quarta-feira um acordo para promover a permuta de suas participações societárias nos ramos de seguros e previdência no Brasil, o que significa o fim da associação de 11 anos entre as duas instituições no país.A Petrobras confirmou nesta quinta-feira que pegou R$ 2 bilhões emprestados com a Caixa Econômica Federal. Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o dinheiro será usado para pagar despesas correntes.Ele negou que a empresa esteja passando por problemas financeiros e disse que pegar dinheiro com banco não é grave para nenhuma empresa.Bolsas no mundoOs investidores nas Bolsas européias aproveitaram para se recuperar. Com a perspectiva de aprovação de um pacote de 200 bilhões de euros para estímulo da economia da União Européia, as ações do setor financeiro e automotivo puxaram a valorização nesta jornada e a maioria dos índices fechou em alta.Na Ásia, as Bolsas subiram pelo quinto dia consecutivo, animadas pelo corte de juros na China, que foi anunciado ontem. O índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,4%, enquanto o indicador de Xangai avançou 1,05%. No Japão, o índice Nikkei teve alta de 1,95%, sustentado pelo rali no setor de tecnologia, que tem sido atingido globalmente devido a sua dependência do comércio e consumo.
(Com informações de Efe, Reuters e Valor Online)
Por Altilene Soares.
Depois de oscilar ao longo do dia, o Ibovespa, indicador de referência da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou esta quinta-feira em baixa de 0,7%, a 36.212,65 pontos, interrompendo uma seqüência de três altas consecutivas.No mês, a perda acumulada é de 2,8%, e, no ano, de 43,32%.O dólar comercial inverteu o desempenho no final da sessão e encerrou em leve alta de 0,13%, a R$ 2,279 na venda. Na semana, a moeda norte-americana acumula queda de 7,4%, mas no ano, ainda tem alta de 28,25%.
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Na avaliação de analistas, o pregão desta quinta-feira esteve volátil e com poucos negócios por causa do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, dia em que as Bolsas não funcionam por lá.A Comissão Européia divulgou hoje que a confiança dos consumidores e dos empresários voltou a cair em novembro tanto na eurozona quanto na União Européia (UE), e atingiu o menor valor desde agosto de 1993, no caso da zona do euro, e desde 1985, no caso da União Européia. A Espanha anunciou um pacote de R$ 31 bilhões para tentar reduzir a taxa de desemprego e estimular a atividade econômica. Segundo o governo do país, os gastos, equivalentes a 1,1% do PIB, serão aplicados de forma "urgente" através, em grande parte, de investimentos públicos "de obra nova e execução imediata", a nível local e junto das autarquias.A taxa de desemprego voltou a recuar em novembro na Alemanha, apesar da crise financeira. O índice bruto de desocupação passou a 7,1%, contra 7,2% em outubro. No total, o país tem 2,988 milhões de desempregados.A fabricante de celulares Nokia não vai mais comercializar aparelhos no Japão porque sua participação de mercado na região permanece abaixo das expectativas."Avaliamos que não poderíamos continuar investimento no desenvolvimento de produtos apenas para o Japão em meio às difíceis condições econômicas atuais", declarou o vice-presidente da empresa, Timo Ihamuotila.Também no Japão, a montadora Mitsubishi Motors vai demitir 1.100 trabalhadores no país para adaptar a produção à queda da demanda mundial.E a Panasonic reduziu em 90% sua previsão de lucro líquido para o atual ano fiscal, por causa da valorização do iene e da queda do consumo. A companhia calcula que no ano fiscal de 2008, que termina em março de 2009, terá um lucro líquido de US$ 315 milhões, contra os US$ 3,258 bilhões que tinha previsto em abril.No Brasil, o Unibanco e a seguradora norte-americana AIG assinaram na quarta-feira um acordo para promover a permuta de suas participações societárias nos ramos de seguros e previdência no Brasil, o que significa o fim da associação de 11 anos entre as duas instituições no país.A Petrobras confirmou nesta quinta-feira que pegou R$ 2 bilhões emprestados com a Caixa Econômica Federal. Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o dinheiro será usado para pagar despesas correntes.Ele negou que a empresa esteja passando por problemas financeiros e disse que pegar dinheiro com banco não é grave para nenhuma empresa.Bolsas no mundoOs investidores nas Bolsas européias aproveitaram para se recuperar. Com a perspectiva de aprovação de um pacote de 200 bilhões de euros para estímulo da economia da União Européia, as ações do setor financeiro e automotivo puxaram a valorização nesta jornada e a maioria dos índices fechou em alta.Na Ásia, as Bolsas subiram pelo quinto dia consecutivo, animadas pelo corte de juros na China, que foi anunciado ontem. O índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,4%, enquanto o indicador de Xangai avançou 1,05%. No Japão, o índice Nikkei teve alta de 1,95%, sustentado pelo rali no setor de tecnologia, que tem sido atingido globalmente devido a sua dependência do comércio e consumo.
(Com informações de Efe, Reuters e Valor Online)
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Europa propõe pacote de € 200 bilhões para enfrentar crise.
26/11/2008 - 10h34 (Fonte: Uol-economia)
Da Redação Em São Paulo
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Por Altilene Soares.
A Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia) pediu hoje aos 27 países-membros do bloco europeu que destinem € 200 bilhões (R$ 611 bilhões), equivalentes a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da UE, para medidas de superação da crise econômica.O presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, disse, em entrevista coletiva, que a maior parte desse dinheiro (€ 170 bilhões) deverá ser oferecida pelos Estados-membros, enquanto a quantia restante sairá do orçamento comunitário e do Banco Europeu de Investimentos.A União Européia prepara um conjunto de medidas destinado a estimular os investimentos na indústria, a criação de empregos e a recuperação do consumo nos países do bloco, afetados pela primeira recessão da história do euro como conseqüência da crise financeira global.Segundo fontes do executivo europeu, a proposta deve apoiar-se em três pilares: a redução dos impostos sobre circulação de determinados produtos, o aumento do capital do Banco Europeu de Investimentos (BEI) e a reformulação dos sistemas de pagamento dos fundos estruturais e de coesão que a UE destina a seus países membros.Com essa fórmula, Bruxelas pretende aumentar o financiamento público e compensar a escassez de empréstimos por parte das instituições privadas, que tem conseqüências diretas sobre a indústria e as famílias, explicaram a fontes.Uma das propostas é ampliar para algo entre € 55 bilhões e € 60 bilhões os recursos do BEI para o período entre 2009 e 2010, um aumento de entre 10% e 20% em relação ao atual capital da instituição, que no ano passado ofereceu € 47,8 bilhões em empréstimos em condições privilegiadas.A idéia é fomentar o investimento principalmente nos setores automotivo e de construção, os mais afetados na Europa pela crise financeira.Ao mesmo tempo, a Comissão Européia sugerirá agilizar o pagamento de € 4,68 bilhões dos fundos estruturais europeus, dotados de um total de 278 bilhões de euros para o período entre 2007 e 2013.Esses fundos são destinados ao financiamento de projetos nacionais para o desenvolvimento regional, social, agrícola e pesqueiro.Bruxelas também deverá propor simplificar o processo de aprovação dos projetos candidatos a um financiamento pelos fundos de coesão social, dotados de € 70 bilhões para o mesmo período, com a finalidade de ajudar no crescimento econômico dos países-membros menos desenvolvidos.Por outro lado, a Comissão Européia deve pedir aos governos nacionais que adotem uma série de incentivos fiscais para as indústrias que decidam investir em inovação tecnológica que promova o uso de energia renovável e no desenvolvimento de produtos "ecologicamente corretos".Outra sugestão será reduzir os impostos sobre a circulação desse tipo de produtos, adiantou na terça-feira o comissário europeu de Economia, Joaquín Almunia.
(Com informações de BBC Brasil e Efe)
Da Redação Em São Paulo
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Por Altilene Soares.
A Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia) pediu hoje aos 27 países-membros do bloco europeu que destinem € 200 bilhões (R$ 611 bilhões), equivalentes a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da UE, para medidas de superação da crise econômica.O presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, disse, em entrevista coletiva, que a maior parte desse dinheiro (€ 170 bilhões) deverá ser oferecida pelos Estados-membros, enquanto a quantia restante sairá do orçamento comunitário e do Banco Europeu de Investimentos.A União Européia prepara um conjunto de medidas destinado a estimular os investimentos na indústria, a criação de empregos e a recuperação do consumo nos países do bloco, afetados pela primeira recessão da história do euro como conseqüência da crise financeira global.Segundo fontes do executivo europeu, a proposta deve apoiar-se em três pilares: a redução dos impostos sobre circulação de determinados produtos, o aumento do capital do Banco Europeu de Investimentos (BEI) e a reformulação dos sistemas de pagamento dos fundos estruturais e de coesão que a UE destina a seus países membros.Com essa fórmula, Bruxelas pretende aumentar o financiamento público e compensar a escassez de empréstimos por parte das instituições privadas, que tem conseqüências diretas sobre a indústria e as famílias, explicaram a fontes.Uma das propostas é ampliar para algo entre € 55 bilhões e € 60 bilhões os recursos do BEI para o período entre 2009 e 2010, um aumento de entre 10% e 20% em relação ao atual capital da instituição, que no ano passado ofereceu € 47,8 bilhões em empréstimos em condições privilegiadas.A idéia é fomentar o investimento principalmente nos setores automotivo e de construção, os mais afetados na Europa pela crise financeira.Ao mesmo tempo, a Comissão Européia sugerirá agilizar o pagamento de € 4,68 bilhões dos fundos estruturais europeus, dotados de um total de 278 bilhões de euros para o período entre 2007 e 2013.Esses fundos são destinados ao financiamento de projetos nacionais para o desenvolvimento regional, social, agrícola e pesqueiro.Bruxelas também deverá propor simplificar o processo de aprovação dos projetos candidatos a um financiamento pelos fundos de coesão social, dotados de € 70 bilhões para o mesmo período, com a finalidade de ajudar no crescimento econômico dos países-membros menos desenvolvidos.Por outro lado, a Comissão Européia deve pedir aos governos nacionais que adotem uma série de incentivos fiscais para as indústrias que decidam investir em inovação tecnológica que promova o uso de energia renovável e no desenvolvimento de produtos "ecologicamente corretos".Outra sugestão será reduzir os impostos sobre a circulação desse tipo de produtos, adiantou na terça-feira o comissário europeu de Economia, Joaquín Almunia.
(Com informações de BBC Brasil e Efe)
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Vale vai tomar US$ 1 bi com banco de fomento da Coréia do Sul.
Postada por Altilene Soares.
Valor On-Line.
SÃO PAULO - O Korea Eximbank, banco de fomento ao comércio exterior da Coréia do Sul, irá liberar uma linha de US$ 1 bilhão para a Vale do Rio Doce. Os recursos darão suporte financeiro aos projetos da empresa brasileira, possibilitando a manutenção estável dos embarques de produtos minerais para o país asiático."O acordo irá nos permitir trocar informações sobre projetos de mineração com uma grande companhia global e ainda reforçar a participação das empresas coreanas em projetos de matéria-prima na América do Sul", comunicou o banco coreano. No ano passado, a sul-coreana Posco, quarta maior siderúrgica do mundo, importou 46 milhões de toneladas de minério de ferro, sendo 23% desse volume oriundo do Brasil. Em nota divulgada na noite de ontem, a Vale informou já dispor de linhas de crédito de longo prazo com instituições governamentais do Brasil e do Japão e que esses recursos ainda não foram utilizados.A mineradora não revelou, entretanto, quais projetos receberão recursos coreanos.
Valor On-Line.
SÃO PAULO - O Korea Eximbank, banco de fomento ao comércio exterior da Coréia do Sul, irá liberar uma linha de US$ 1 bilhão para a Vale do Rio Doce. Os recursos darão suporte financeiro aos projetos da empresa brasileira, possibilitando a manutenção estável dos embarques de produtos minerais para o país asiático."O acordo irá nos permitir trocar informações sobre projetos de mineração com uma grande companhia global e ainda reforçar a participação das empresas coreanas em projetos de matéria-prima na América do Sul", comunicou o banco coreano. No ano passado, a sul-coreana Posco, quarta maior siderúrgica do mundo, importou 46 milhões de toneladas de minério de ferro, sendo 23% desse volume oriundo do Brasil. Em nota divulgada na noite de ontem, a Vale informou já dispor de linhas de crédito de longo prazo com instituições governamentais do Brasil e do Japão e que esses recursos ainda não foram utilizados.A mineradora não revelou, entretanto, quais projetos receberão recursos coreanos.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Bolsa cai 4,5%, em sua 3ª perda seguida; dólar sobe a R$ 2,325.
Postada por Altilene Soares
Da Redação Em São Paulo.
Os investidores repercutem os desdobramentos da crise financeira mundial. Após o Japão ter confirmado que entrou em recessão, um ministro local disse que o país deverá permanecer em contração econômica pelo menos até 2010.Segundo analistas, esta é considerada uma péssima notícia para a situação fiscal do governo japonês, já que isso vai significar menos receita durante um momento em que o governo enfrenta uma montanha de dívidas.As principais Bolsas da Europa encerraram o pregão desta terça-feira em alta, após passarem grande parte do dia em queda.Na Ásia, as Bolsas fecharam em baixa com a volta das preocupações sobre a saúde do setor financeiro. Ontem, o Citigroup anunciou a demissão de 52 mil funcionários, aumentando o alerta sobre a provável demora da recuperação dos bancos. Contribuiu para o pessimismo também a notícia de que o lucro dos seis maiores bancos japoneses caiu 58% entre abril e setembro.Para ampliar a liquidez no mercado, o Banco Central Europeu injetou hoje US$ 52,286 bilhões a uma taxa de juros fixa de 1,51% e com vencimento para 28 dias.No Reino Unido, a inflação anual ao consumidor britânico desacelerou pela primeira vez em mais de um ano e ficou em 4,5% em outubro, contra os 5,2% registrados em setembro, atingindo assim o menor patamar desde julho.Nos Estados Unidos, o índice de preços ao produtor caiu 2,8% em outubro. Um mês antes, o recuo foi de 0,4%. Sem alimentos e energia, itens considerados voláteis, o indicador aumentou 0,4% no mês passado, mesma taxa apurada em setembro.No Brasil, as vendas no varejo cresceram 1,2% em setembro, pelo sétimo mês consecutivo. Na comparação com igual período do ano passado, o aumento verificado foi de 9,4%.O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em São Paulo avançou 0,58% na segunda medição do mês, contra os 0,57% apurados no levantamento anterior.
Da Redação Em São Paulo.
Os investidores repercutem os desdobramentos da crise financeira mundial. Após o Japão ter confirmado que entrou em recessão, um ministro local disse que o país deverá permanecer em contração econômica pelo menos até 2010.Segundo analistas, esta é considerada uma péssima notícia para a situação fiscal do governo japonês, já que isso vai significar menos receita durante um momento em que o governo enfrenta uma montanha de dívidas.As principais Bolsas da Europa encerraram o pregão desta terça-feira em alta, após passarem grande parte do dia em queda.Na Ásia, as Bolsas fecharam em baixa com a volta das preocupações sobre a saúde do setor financeiro. Ontem, o Citigroup anunciou a demissão de 52 mil funcionários, aumentando o alerta sobre a provável demora da recuperação dos bancos. Contribuiu para o pessimismo também a notícia de que o lucro dos seis maiores bancos japoneses caiu 58% entre abril e setembro.Para ampliar a liquidez no mercado, o Banco Central Europeu injetou hoje US$ 52,286 bilhões a uma taxa de juros fixa de 1,51% e com vencimento para 28 dias.No Reino Unido, a inflação anual ao consumidor britânico desacelerou pela primeira vez em mais de um ano e ficou em 4,5% em outubro, contra os 5,2% registrados em setembro, atingindo assim o menor patamar desde julho.Nos Estados Unidos, o índice de preços ao produtor caiu 2,8% em outubro. Um mês antes, o recuo foi de 0,4%. Sem alimentos e energia, itens considerados voláteis, o indicador aumentou 0,4% no mês passado, mesma taxa apurada em setembro.No Brasil, as vendas no varejo cresceram 1,2% em setembro, pelo sétimo mês consecutivo. Na comparação com igual período do ano passado, o aumento verificado foi de 9,4%.O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em São Paulo avançou 0,58% na segunda medição do mês, contra os 0,57% apurados no levantamento anterior.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Aprendendo a ganhar dinheiro
Por:Altilene de Souza Soares
Fonte: Revista Época, nº 544, 20 de outubro de 2008.
Informe Publicitário: Aprendendo a ganhar dinheiro.
Grandes redes investem na capacitação de seus clientes empreendedores para ensinar a lucrar com o negócio.
No Brasil, uma a cada quatro micro e pequenas empresas fecham suas portas em até 48 meses de vida. Essa estatística alarmente tem feito com que grandes redes de concessão do uso da marca e franqueadoras, ou seja, que tem sua expansão calcada em capital de terceiros, invistam cada vez mais em capacitação.
A Yes Cosmetics, por exemplo, iniciou a dois anos sua Universidade de Venda Direta (UniVD). Desde então já foram capacitados mais de 450 empreendedores, em treinamentos iniciais e de atualização. Para abrir uma loja da marca, os candidatos tem que participar do curso, um treinamento de imersão com duração de três dias. A empresa arca com despesas de hospedagem e alimentação em hotel cinco estrelas, enquanto o cliente paga apenas o transporte ao local da capacitação. Para a Yes Cosmetics, a ação representa um investimento de quase R$ 1 milhão por ano. “Atuamos na venda direta, um segmento que oferece capacidade de expansão ilimitada, mas que ainda é pouco conhecido”, analisa o consultor de venda direta Ednaldo Bispo. “Então, para que o empreendedor consiga extrair o máximo deste canal fantástico, tornamos o treinamento obrigatório e não medimos o investimento. Afinal ele tem retorno garantido”, justifica.
Quem passou pelo programa não se arrepende. Ao contrario. “A experiência é boa. Você sai realmente preparado para iniciar o negócio”, diz Marta Gamarano, que há nove meses inaugurou uma loja de marcas em Campinas (SP). Seu negócio se paga desde o primeiro mês e sua expectativa é retirar todo o investimento inicial com apenas um ano de atividade.
A Yes Cosmetics, mantém ainda, ampla gama de serviços de suporte aos clientes. Tudo subsidiado. Os lojistas são acompanhados por equipe especializada na venda direta, contam com software de gestão e muito mais. Ao oferecer aos empreendedores parceiros apoio a atividades diárias e a oportunidade de ter o próprio negócio com baixo investimento inicial (estimado em 25 mil), a Yes Cosmetics construiu uma ampla rede de pontos de venda, composta por 330 lojas no país. Tudo isso em apenas oito anos de atuação.
Fonte: Revista Época, nº 544, 20 de outubro de 2008.
Informe Publicitário: Aprendendo a ganhar dinheiro.
Grandes redes investem na capacitação de seus clientes empreendedores para ensinar a lucrar com o negócio.
No Brasil, uma a cada quatro micro e pequenas empresas fecham suas portas em até 48 meses de vida. Essa estatística alarmente tem feito com que grandes redes de concessão do uso da marca e franqueadoras, ou seja, que tem sua expansão calcada em capital de terceiros, invistam cada vez mais em capacitação.
A Yes Cosmetics, por exemplo, iniciou a dois anos sua Universidade de Venda Direta (UniVD). Desde então já foram capacitados mais de 450 empreendedores, em treinamentos iniciais e de atualização. Para abrir uma loja da marca, os candidatos tem que participar do curso, um treinamento de imersão com duração de três dias. A empresa arca com despesas de hospedagem e alimentação em hotel cinco estrelas, enquanto o cliente paga apenas o transporte ao local da capacitação. Para a Yes Cosmetics, a ação representa um investimento de quase R$ 1 milhão por ano. “Atuamos na venda direta, um segmento que oferece capacidade de expansão ilimitada, mas que ainda é pouco conhecido”, analisa o consultor de venda direta Ednaldo Bispo. “Então, para que o empreendedor consiga extrair o máximo deste canal fantástico, tornamos o treinamento obrigatório e não medimos o investimento. Afinal ele tem retorno garantido”, justifica.
Quem passou pelo programa não se arrepende. Ao contrario. “A experiência é boa. Você sai realmente preparado para iniciar o negócio”, diz Marta Gamarano, que há nove meses inaugurou uma loja de marcas em Campinas (SP). Seu negócio se paga desde o primeiro mês e sua expectativa é retirar todo o investimento inicial com apenas um ano de atividade.
A Yes Cosmetics, mantém ainda, ampla gama de serviços de suporte aos clientes. Tudo subsidiado. Os lojistas são acompanhados por equipe especializada na venda direta, contam com software de gestão e muito mais. Ao oferecer aos empreendedores parceiros apoio a atividades diárias e a oportunidade de ter o próprio negócio com baixo investimento inicial (estimado em 25 mil), a Yes Cosmetics construiu uma ampla rede de pontos de venda, composta por 330 lojas no país. Tudo isso em apenas oito anos de atuação.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
O Brasil pode ser mais poderoso.
Brasil pode ganhar poder com 'nova ordem mundial', dizem especialistas
Por: Altilene Soares
Crise econômica provoca mudanças profundas na geopolítica, dizem analistas.
A crise econômica mundial está provocando mudanças profundas na geopolítica e, nesse novo cenário, o Brasil pode assumir um papel de maior destaque, afirmaram especialistas reunidos nesta sexta-feira em São Paulo.
Segundo o historiador Paul Kennedy, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, o "momento unipolar" (expressão cunhada pelo analista Charles Krauthammer) surgido após a Guerra Fria, em que os Estados Unidos assumiram uma posição de grande poder, dá mostras de estar chegando ao fim.
Diretor de Estudos de Segurança Internacional de Yale, Kennedy atraiu atenção mundial no final da década de 80, ao lançar o livro Ascensão e Queda das Grandes Potências, em que discutia o declínio dos Estados Unidos.
De acordo com o professor, se no aspecto militar os Estados Unidos continuam sendo uma grande potência, na área econômica e de finanças o cenário é diferente.
"Mesmo antes da crise dos mercados de subprime já era possível perceber uma mudança de poder, com a crescente influência de outras partes do mundo, como a Ásia", disse Kennedy, um dos palestrantes da conferência "Mudanças na balança de poder global: perspectivas econômicas e geopolíticas", promovida pelo Centro de Estudos Americanos da FAAP e pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso.
Segundo Kennedy, a atual crise deve marcar o início de um mundo multipolar, no qual os países são interdependentes e estão interconectados. "A crise mostrou que o Fed já não pode agir sozinho", disse. "Os países devem trabalhar juntos".
Com essa nova realidade, disse Kennedy, ganha cada vez mais importância o chamado "soft power" - termo criado pelo professor de Harvard Joseph Nye para definir o poder de uma nação de influenciar e persuadir, sem uso de força militar, mas pela diplomacia.
Entre os países que poderiam exercer esse tipo de influência, os especialistas citam o Brasil.
De acordo com o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, que também participou da conferência, apesar de o Brasil não ter poder militar, tem relevância na área de cooperação econômica e pode exercer o "soft power".
Fonte:BBC Brasil
Por: Altilene Soares
Crise econômica provoca mudanças profundas na geopolítica, dizem analistas.
A crise econômica mundial está provocando mudanças profundas na geopolítica e, nesse novo cenário, o Brasil pode assumir um papel de maior destaque, afirmaram especialistas reunidos nesta sexta-feira em São Paulo.
Segundo o historiador Paul Kennedy, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, o "momento unipolar" (expressão cunhada pelo analista Charles Krauthammer) surgido após a Guerra Fria, em que os Estados Unidos assumiram uma posição de grande poder, dá mostras de estar chegando ao fim.
Diretor de Estudos de Segurança Internacional de Yale, Kennedy atraiu atenção mundial no final da década de 80, ao lançar o livro Ascensão e Queda das Grandes Potências, em que discutia o declínio dos Estados Unidos.
De acordo com o professor, se no aspecto militar os Estados Unidos continuam sendo uma grande potência, na área econômica e de finanças o cenário é diferente.
"Mesmo antes da crise dos mercados de subprime já era possível perceber uma mudança de poder, com a crescente influência de outras partes do mundo, como a Ásia", disse Kennedy, um dos palestrantes da conferência "Mudanças na balança de poder global: perspectivas econômicas e geopolíticas", promovida pelo Centro de Estudos Americanos da FAAP e pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso.
Segundo Kennedy, a atual crise deve marcar o início de um mundo multipolar, no qual os países são interdependentes e estão interconectados. "A crise mostrou que o Fed já não pode agir sozinho", disse. "Os países devem trabalhar juntos".
Com essa nova realidade, disse Kennedy, ganha cada vez mais importância o chamado "soft power" - termo criado pelo professor de Harvard Joseph Nye para definir o poder de uma nação de influenciar e persuadir, sem uso de força militar, mas pela diplomacia.
Entre os países que poderiam exercer esse tipo de influência, os especialistas citam o Brasil.
De acordo com o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, que também participou da conferência, apesar de o Brasil não ter poder militar, tem relevância na área de cooperação econômica e pode exercer o "soft power".
Fonte:BBC Brasil
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